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Museu dos Rios e das Artes Marítimas

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Constância, antiga Punhete, teve durante séculos um importante porto que lhe permitiu desenvolver-se economicamente, através do transporte fluvial, da construção naval e da pesca.

Estas atividades fluviais, que se exerceram até meados do séc. XX, deixaram muitos vestígios dispersos pela vila e em risco de se perderem, cabendo ao Museu dos Rios e das Artes Marítimas recolher, estudar, valorizar e divulgar este vasto património cultural.

A QUINTA

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A Quinta Dona Maria em Montalvo, encontra-se atualmente abandonada, mas, no início do século XX, era uma das quintas mais prósperas do concelho. Possuía grandes propriedades na região, onde predominava o cultivo do olival, da vinha e dos cereais. Com uma agricultura tradicional, ocupava grande número de homens, mulheres e crianças de Montalvo.

Os edifícios agrícolas da Quinta Dona Maria situam-se na rua Annes de Oliveira, frente à casa solarenga onde viviam os proprietários. Estes edifícios passaram a pertencer, no início do século XX, a Dona Maria de Serpa Pimentel, casada com Fernando Falcão Themudo. Por falta de descendência, as propriedades foram desmembradas, sendo a casa da família deixada à diocese de Portalegre e a Quinta Dona Maria à família Falcão Themudo.

A quinta entrou em decadência na segunda metade do século XX, tendo sido o lagar o último a fechar ao público, nos anos 80. Tinha sido modernizado alguns anos antes, uma vez que a quinta sempre teve extensos olivais e muita azeitona, não faltando, por isso, matéria-prima para o lagar.

Recentemente, a Quinta Dona Maria passou a ser propriedade do município de Constância, que pretende transformar este espaço no futuro Museu Quintas do Tejo, com o intuito de preservar a memória das antigas atividades agrícolas, através dos utensílios, equipamentos e ferramentas outrora utilizados pelas populações e que são testemunhos vivos de um tempo e espaço únicos e de uma cultura identitária que tende a desaparecer.


DONA MARIA DE SERPA PIMENTEL THEMUDO

dona maria

Dona, por extenso, porque, segundo dizem as gentes de Montalvo, seu pai, D. João, ainda era de sangue nobre. Dona Maria toda a sua vida demonstrou ser uma mulher muito religiosa, tanto que as pessoas de Montalvo recordam-na a dar a doutrina, catequese, às crianças numa casa da sua propriedade. Quando estas crianças faziam a primeira comunhão, pelo S. João, oferecia às meninas um vestido e aos meninos uma camisa do mesmo tecido de flanela e ainda lhes oferecia um almoço no telheiro do pátio da sua Quinta, constituído por sopa, carne de borrego guisado com batatas e muita melancia.

Também no dia de Todos os Santos era muito generosa com as crianças de Montalvo. Já os esperava e dava os bolinhos no pátio à frente da sua casa, hoje Convento das Clarissas, com a ajuda das criadas. As crianças entravam no pátio e faziam fila, esperando cada uma pela sua vez para receber os bolinhos, que, geralmente, compreendiam uma tigela de castanhas, nozes, tremoços, uma romã, uma broa, marmelos, passas e, às vezes, até um tostão.

Casada com Fernando Falcão Themudo, nunca tiveram filhos. Daí os seus bens passarem para os sobrinhos do marido, da família Falcão Themudo. Já com as propriedades entregues a esses familiares, passava longas temporadas em Lisboa, regressando a Montalvo unicamente no verão. Porém, regularmente, um carro da família transportava produtos da quinta para a casa onde vivia em Lisboa, como azeite, vinho, ovos, aves, etc.

Dona Maria era uma pessoa muito querida em Montalvo, sendo recordada, ainda hoje, como alguém que tinha sempre algo para dar aos mais pobres e mais necessitados, bastando bater à sua porta.

Fernando Falcão Themudo faleceu em 1955, com 72 anos e Dona Maria viria a falecer em 1986, aos 89 anos.

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Telefone: 249 730 053
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Casa-Museu Vasco de Lima Couto

Casa apalaçada dos finais do século XVIII, foi habitação de diversas figuras importantes da vida local e nacional, como o ministro setembrista Passos Manuel, Jacinto de Sousa Falcão e sua esposa, descendente de um da linhagem dos doze de Inglaterra, o doutor Francisco de Oliveira Moncada, governador-geral de Angola e o professor pintor José Campas.

Pertence, desde os anos '70, a José Ramoa Ferreira, o Zé Brasileiro, português de Braga dos versos de Vasco de Lima Couto (1923-1980).

O poeta viveu nesta casa os últimos quatro anos da sua vida. Após o seu falecimento, foi transformada em Casa-Museu, inaugurada pelo presidente da República general Ramalho Eanes em 1981.

Guarda objetos pessoais de Lima Couto e muitos originais, em especial correspondência trocada com amigos, bem como uma rica coleção de arte constituída por mobiliário e pintura. 

Nota: Encerrada temporáriamente

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Constância, antiga Punhete, teve durante séculos um importante porto que lhe permitiu desenvolver-se economicamente, através do transporte fluvial, da construção naval e da pesca.

Estas atividades fluviais, que se exerceram até meados do séc. XX, deixaram muitos vestígios dispersos pela vila e em risco de se perderem, cabendo ao Museu dos Rios e das Artes Marítimas recolher, estudar, valorizar e divulgar este vasto património cultural.

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