Freguesias

Constância

Caraterísticas

Nome

Área (Km2)

População

Densidade Populacional

Orago

CONSTÂNCIA

8,83

993

112 HAB/KM2

SÃO JULIÃO E SANTA BASILISSA

Mapa de Caraterização (Dados Censos 2011)

Clique sobre o concelho para obter dados dos censos de 2011.

Sendo a freguesia da sede do concelho, é no seu território que se encontram instalados os principais serviços e equipamentos que servem todo o concelho: a Câmara Municipal, a Escola Básica e Secundária Luís de Camões, a Biblioteca Municipal Alexandre O'Neill, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas, a Casa-Memória de Camões, o Jardim-Horto Camoniano, o Pavilhão Desportivo Municipal, a Piscina Municipal, as várias repartições da administração pública e diversos outros serviços.

Constância, que foi chamada Punhete até 1836, é vila desde que D. Sebastião lhe concedeu essa dignidade e criou o concelho em 1571. Mas o lugar, habitado pelo menos desde a época romana, tinha já alguma dimensão e importância económica e estratégica nos finais da Idade Média, surgindo frequentemente referenciado em documentação histórica da época.

A vila, situada no ponto onde o Zêzere desagua no Tejo, sempre foi um lugar muito importante do ponto de vista da estratégia militar. Testemunhos disso são a fortificação que existiu até ao início do século passado junto à confluência, no sítio a que ainda agora se chama Torre, ou as conhecidas dificuldades do exército de Junot, durante a primeira invasão francesa, em 1807, para atravessar a impetuosa corrente do Zêzere.

Constância organizou-se em função da colina e do aproveitamento económico dos rios, vivendo durante séculos do transporte fluvial – quando o Tejo era a principal via de comunicação entre o interior e Lisboa –, da construção e reparação naval e da pesca. A chegada do caminho de ferro, na segunda metade do século XIX, e sobretudo das camionetas de carga, em meados do século XX, ditou o fim da atividade dos marítimos e obrigou a vila a procurar outros meios de vida. O turismo cultural, científico e de natureza tem-se assumido, nos últimos anos, como a atividade potenciadora do desenvolvimento de Constância e do seu concelho.

A Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, com mais de 200 anos de tradição, é um testemunho vivo que vem dos tempos do transporte fluvial e que hoje, mercê da criação das Festas do Concelho, na década de 80, está transformada na grande Festa do Tejo, à qual acorrem muitos milhares de visitantes em cada Páscoa, sendo uma das mais significativas e conhecidas festividades cíclicas de Portugal.

Constância está indissociavelmente ligada à memória de Camões e da sua passagem pela vila que a tradição popular assevera. Sobre as ruínas da casa que o povo garante ter acolhido o épico foi erguida a Casa-Memória de Camões. Um belíssimo Jardim-Horto e um monumento ao poeta reforçam essa profunda ligação e pelo 10 de Junho realizam-se as Pomonas Camonianas, uma exposição-venda de frutos e flores referidos por Camões na sua obra – outro dos grandes momentos culturais da vila e do concelho.

O ambiente poético que Constância proporciona atraiu à vila inúmeras figuras das letras de relevo nacional, como Alexandre O'Neill, Vasco de Lima Couto e muitos outros que a continuam a procurar. Traduzindo essa ideia, o projeto cultural Constância, Vila Poema, lançado em 1990, acabou por se transformar num slogan, uma espécie de sobrenome da vila que está completamente consagrado.

O património construído da vila é muito vasto e rico, com destaque para a Igreja matriz de Nossa Senhora dos Mártires, a capela de Sant'Ana e o pelourinho. A malha urbana do centro histórico, tecida ao longo dos séculos e perfeitamente adaptada à inclinação do terreno, compõe-se de um interessante emaranhado de ruelas, becos e escadinhas que merecem uma visita.

No alto de Santa Bárbara encontra-se instalado o Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia, um dos mais bem equipados do país que, para além de uma vista magnífica, proporciona variadas experiências e oportunidades de conhecer o Céu e a Ciência.

Da freguesia faz parte o lugar de Constância Sul, na outra margem do Tejo, onde, numa colina, se situa a encantadora capela de Santo António. Segundo a tradição, terá sido a segunda construída em Portugal em honra do popular santo, logo a seguir à sua canonização em 1231.

Heráldica

CNS-constancia

Brasão: escudo de prata, um perle ondado de três tiras de azul e prata, acompanhado de um feixe de três setas de negro, atadas de vermelho, em chefe, uma pena de verde à dextra e um ramo de laranjeira de verde, frutado de vermelho, à sinistra, ambos postos em pala. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "FREGUESIA DE CONSTÂNCIA"

Bandeira: azul. Cordão de borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos da lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Constância".

CONTACTOS

Rua Engenheiro Vicente Themudo de Castro, 12
Constância
2250-061 Constância
Telefone: 249 739 050

Montalvo

Caraterísticas

Nome

Área (Km2)

População

Densidade Populacional

Orago

MONTALVO

12,81

1275

100 HAB/KM2

NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO

Mapa de Caraterização (Dados Censos 2011)

Clique sobre o concelho para obter dados dos censos de 2011.

Até há poucos anos, Montalvo era uma freguesia essencialmente rural, sendo o seu território, em especial o mais próximo do rio Tejo, povoado de olivais, áreas de cultivo e hortas. Essa é a razão por que a sua matriz cultural, não obstante as alterações verificadas nos tempos recentes, assenta em caraterísticas muito ligadas às tradições do trabalho da terra desenvolvido ao longo de séculos.

A criação, a partir de 1992, de uma Zona Industrial onde se instalaram mais de duas dezenas de empresas, fez da freguesia de Montalvo o principal centro de atividades transformadoras do concelho e tem vindo a mudar, significativamente, as suas caraterísticas socioeconómicas e até culturais.

A abertura, em 1994, da Autoestrada da Beira Interior (A23), que liga Torres Novas à Guarda atravessando a freguesia, veio facilitar imenso as acessibilidades, colocando Montalvo a pouco tempo de viagem tanto de Lisboa como da fronteira de Vilar Formoso.

A sede da freguesia situa-se numa pequena elevação, protegida das periódicas inundações do Tejo. Daí pode ter resultado o seu nome, Montalvo, que sugere uma povoação situada num sítio elevado (monte) e de aspeto predominantemente branco (alvo). Esse é certamente o motivo por que este lugar, servido por terras férteis e de fácil acesso ao rio, tradicional via de comunicação com o litoral, é habitado desde épocas muito remotas.

Neste aspeto, encontra-se especialmente documentado o período romano. A Cidade da Escória, localizada na Terra Fria, entre a aldeia e o Tejo, parece ter sido uma villa rustica cujo apogeu terá ocorrido no século IV. A designação vem da abundância de escória de ferro que se encontra com facilidade em toda a zona e que testemunha a existência de uma importante fundição na fase final do Império Romano. Os materiais exumados em algumas escavações pontuais realizadas nos últimos anos apontam no sentido de a mítica Cidade da Escória ter sido uma próspera unidade de produção agrícola.

Do património construído da freguesia merece destaque a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, construída na segunda metade do século XVIII, que encanta pelas suas linhas simples e discretas, muito de acordo com as caraterísticas rurais tradicionais da freguesia.

O edifício privado de maior relevo é o solar onde, desde 1980, estão instaladas as Irmãs Clarissas do Desagravo. É também uma construção setecentista que no século XIX foi habitação dos Annes de Oliveira, uma rica e influente família de proprietários agrícolas que ainda hoje dá nome à principal rua de Montalvo. Para além da belíssima casa de habitação, que agora é o Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança, o conjunto arquitetónico integra ainda a Capela de S. João Baptista, que serviu de panteão à família até à construção do primitivo cemitério da freguesia. É notável pelo seu retábulo, pelas pinturas, pelo silhar de azulejos e pela coleção de pequenas imagens em madeira, adquiridas, já no século XX, pelo então proprietário da casa, Fernando Themudo. Mas a mais interessante e significativa de todas é a do Senhor da Paciência, uma pequena mas maciça imagem em pedra policromada, atribuída ao século XVII, que representa Cristo, cheio de chagas e sangrando, pacientemente sentado em atitude de quem espera. Desta estátua conta a lenda que, por ser muito da devoção das gentes de Montalvo, o povo a enterrou durante as invasões francesas para evitar que fosse levada pela tropa de Napoleão.

Do ponto de vista gastronómico, são muito apreciados os doces conventuais que as Irmãs Clarissas confecionam, em especial as famosas tigeladas de Montalvo.

Quem não conhece Montalvo e quer dirigir-se a algum ponto da aldeia é a partir do sobreiro que se orienta. Ponto de encontro das pessoas e ponto de partida de todos os caminhos, esta encruzilhada recebeu o nome de um majestoso sobreiro que aqui houve durante mais de um século e que foi referência da freguesia para sucessivas gerações. Como acontece com as pessoas, o sobreiro, já com muita idade, adoeceu e, apesar de todos os esforços que foram feitos para o salvar, acabou por secar em 2002 e teve de ser removido. No seu lugar foi plantado um exemplar jovem da mesma espécie.

Nas proximidades do sobreiro encontra-se a chamada Escola Velha. Construída em 1904, como atesta a data na chaminé, é obra do arquiteto Adães Bermudes, o mesmo que fez parte da equipa que projetou a estátua do Marquês de Pombal que se encontra na Rotunda, em Lisboa. O edifício, que agora é jardim de infância, foi o primeiro erigido para escola no concelho de Constância.

Heráldica

CNS-montalvo

Brasão: escudo de prata, dois ramos de oliveira verde, frutados de negro, passados em aspa; em chefe, estrela de azul entre uma romã de verde, rachada de vermelho e um ramo de sobreiro de verde com três landes de sua cor; em campanha, duas burelas ondeadas de azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "MONTALVO – CONSTÂNCIA".

Bandeira: azul. Cordão e borlas de prata e azul. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Montalvo – Constância".

CONTACTOS

Rua Anes Oliveira, 24-24a
Montalvo
2250-227 Montalvo
Telefone: 249 739 297

Santa Margarida da Coutada

Caraterísticas

Nome

Área (Km2)

População

Densidade Populacional

Orago

SANTA MARGARIDA DA COUTADA

58,72

1788

30 HAB/KM2

SANTA MARGARIDA

Mapa de Caraterização (Dados Censos 2011)

Clique sobre o concelho para obter dados dos censos de 2011.

É a maior e a mais populosa freguesia do concelho. A sua área compreende bem mais de metade do território municipal e tem quase tantos habitantes como as outras duas freguesias em conjunto.

Grande parte da freguesia é constituída por terras de charneca, cobertas de floresta – com destaque para os montados de sobro e de azinho, os eucaliptais e alguns pinhais – que constitui uma das suas tradicionais riquezas. A agricultura pratica-se sobretudo nas ricas terras de campo, junto ao Tejo, que são de aluvião.

Ao contrário das outras freguesias do concelho que têm um povoamento eminentemente concentrado, Santa Margarida da Coutada é constituída por diversas pequenas povoações, sendo a sede na Aldeia de Santa Margarida.

Toda a gente em Portugal associa o nome de Santa Margarida ao Campo Militar que está instalado na freguesia, ocupando uma parte significativa do seu território e desempenhando um papel de grande importância na sua dinâmica económica e social. Trata-se da maior concentração de tropas do país e daqui têm saído muitos dos militares destacados para importantes missões de paz em diversos pontos do mundo.

Sobranceiras ao Tejo, as terras que hoje constituem a freguesia são habitadas desde épocas remotas, sendo disso testemunho as ruínas romanas de Alcolobre, situadas na Herdade do Carvalhal, próximo da ribeira que faz estrema com o concelho de Abrantes. Os vestígios que se encontram a descoberto pertencem a um complexo termal do que terá sido uma villa romana dos séculos I a III para a qual chegou a ser sugerido o topónimo Colobriga. O conjunto, de que apenas se conhece uma pequena parte, integra ainda uma barragem, restos de construção que parecem pertencer a um canal condutor de água, a necrópole e cortas para exploração de minério de ouro.

Do património construído da freguesia merece especial destaque a Igreja Matriz, um templo seiscentista de grande sobriedade, situado num ponto alto de onde a vista alcança uma paisagem lindíssima sobre o Tejo e a parte norte do concelho. Num dos seus cunhais encontra-se um interessante relógio de sol, colocado em 1747. O interior, que foi recentemente recuperado, guarda a magnífica imagem da Santíssima Trindade, um conjunto escultórico em pedra do século XVI, pesadíssimo e de grande valor artístico. Diversas outras imagens dos séculos XV a XVIII, também pertencentes à igreja, tiveram de ser retiradas do seu interior por razões de segurança, após um assalto ocorrido em 1996.

O Parque Ambiental de Santa Margarida, que ocupa uma área de cerca de seis hectares, proporciona informação e formação ambiental e promove a descoberta e a interpretação da natureza. É um espaço muito agradável e bastante bem equipado que atrai muitos milhares de visitantes, tanto famílias como estudantes das escolas e turistas em busca da compreensão dos seres vivos, dos fenómenos da natureza e de aromas, sabores e saberes por descobrir. Recentemente foi enriquecido com a instalação de um Borboletário Tropical onde é possível apreciar grande variedade de borboletas de uma enorme beleza.

Na estrema da freguesia com o concelho da Chamusca fica o lugar da Pereira que conserva muitas caraterísticas e alguns equipamentos próprios da vida rural tradicional dos pequenos povoados.

Heráldica

CNS-smargaridacoutadaBandeira Sta Margarida Coutada-01 w

Brasão: escudo de ouro, uma trompa de caça de negro, embocada e virolada de prata, com cordões de vermelho; em chefe, duas espadas de vermelho montantes e passadas em aspa, entre duas harpas de púrpura e, em campanha, quatro burelas ondadas de azul e prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com legenda a negro: "SANTA MARGARIDA DA COUTADA".

Bandeira: azul. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

Selo: nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Santa Margarida da Coutada – Constância"

CONTACTOS

Rua dos Combatentes 10
Aldeia de Santa Margarida
2250-366 Santa Margarida da Coutada
Telefone: 249 736 215
Fax: 249 736 467
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

http://www.jf-santamargaridacoutada.pt

AGENDA

NOTÍCIAS

facebook2twitter orange peqicon instagram-01 - Cópiarss orange - Cópiarss orange - Cópia

Esta página requer cookies para o seu bom funcionamento. Para mais informações consulte a politica de cookies. Politica de cookies .

Aceitar utilização de cookies
Politica de cookies