Avisos e Comunicados

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AVISO AMARELOpara Trovoada das 12h00 até às 21h00 do dia 04 de outubro e das 12h00 até às 21h00 do dia 05 de outubro!!

Informação de suporte:

De acordo com a informação meteorológica disponibilizada pelo IPMA salientam-se os seguintes aspetos:

  • Períodos de céu muito nublado, apresentando-se muito nublado na região Sul até ao início da manhã.
  • Aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada e que poderão ser ocasionalmente de granizo, em especial nas regiões Centro e Sul e durante a tarde.
  • Vento em geral fraco do quadrante leste, soprando fraco a moderado (até 30 km/h) nas terras altas e rodando temporariamente para norte/noroeste no litoral oeste durante a tarde.
  • Pequena descida de temperatura, em especial da máxima.

 04Out2026

 Efeitos Expectáveis:

Os episódios típicos das estações de transição, são propícios:

  1. À ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento e drenagem;
  2. À ocorrência de cheias, pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
  3. À instabilidade de vertentes, associada a movimentos de massas (deslizamentos, derrocadas e outros eventos) motivados pela infiltração e escorrência da água, podendo ser potenciados pela ausência do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização dos solos;
  4. À contaminação de fontes de água potável por arrastamento e infiltração de inertes resultantes de incêndios rurais;
  5. Ao arrastamento de objetos soltos, ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas e quedas de árvores por efeito de episódios de vento forte, que podem originar:
    • Acidentes ou condicionamentos de circulação nas vias rodoferroviárias ou espaços exteriores em geral;
    • Afetação com indisponibilidade prolongada das infraestruturas dos serviços de comunicações, energia, água e saneamento;

Medidas de Antecipitação e Autoproteção:

Afetação das infraestruturas dos serviços de comunicações, energia, água e saneamento:

A ocorrência de fenómenos de vento e precipitação podem originar o arrastamento e projeção de árvores, objetos soltos, desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, podendo originar:

    • Afetação com indisponibilidade prolongada das infraestruturas dos serviços de comunicações, energia, água e saneamento - isoladamente ou resultante do “Efeito Dominó” pela sua interdependência técnica e funcional;

Tais situações podem acontecer em todo o território, devendo existir especial atenção e acompanhamento às zonas afetadas pela ocorrência da tempestade Kristin, uma vez que se verificam ainda restabelecimentos com recurso a soluções temporárias e partes de infraestruturas não intervencionadas, resultando numa menor robustez das mesmas.

Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais:

  1. Com as primeiras chuvas, o lixo e detritos eventualmente depositados nos sistemas de águas pluviais, nomeadamente originadas pela acumulação de folhas de árvores e outros materiais de origem vegetal ou artificial, contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento.
  2. Esta acumulação potência o arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais indevidos (sarjetas, sumidouros, valetas) originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar submersão de vias de comunicação e inundações nos pisos mais baixos de edifícios.
  3. Desta forma, recomenda-se:
    1. A limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas, sarjetas e outros canais de drenagem;
    2. A remoção de folhas, areias, pedras ou outros materiais ali depositados previamente à ocorrência de precipitação;
    3. A verificação e monitorização da funcionalidade dos sistemas de drenagem urbana;
  4. Paralelamente, cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-ativa, nomeadamente assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais de quintais, logradouros, varandas, algerozes e caleiras dos telhados dos edifícios.

Cheias motivadas pelo transbordo do leito de linhas de água:

  1. O arrastamento e deposição de materiais sólidos pelos cursos de água pode contribuir, significativamente para o acréscimo dos efeitos das cheias.
  2. Outros condicionantes, como a falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e a incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal.
  3. Diminuição da capacidade de escoamento das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras devido ao arrastamento de sólidos (por erosão) desde as bacias drenantes até à linha de água, são fatores associados à ocorrência de cheias.
  4. Neste contexto, recomenda-se a adoção, entre outras, das seguintes medidas de precaução:
    1. Limpeza e desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos ao escoamento, bem como linhas de água assoreadas
    2. Remoção dos resíduos sólidos urbanos (de grande dimensão ou em grandes quantidades) depositados nos troços marginais dos cursos de água;
    3. Evitar cortes rasos de material lenhoso em declives acentuados, localizados nas proximidades das linhas de água;
    4. Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados resultantes de incêndios rurais, fenómenos meteorológicos extremos, atividades agrícolas ou florestais localizadas nas margens das linhas de água;
    5. Verificação (e eventual beneficiação) de situações de desmoronamento/arrastamento das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;
    6. Inspeção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;
    7. Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, infraestruturas técnicas, entre outros) em complemento aos historicamente sinalizados;

Instabilidade de taludes ou movimentos de massa motivados pela infiltração de água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais:

  1. A precipitação pode aumentar a instabilidade de solos e rochas em vertentes. O aumento da instabilidade dessas vertentes, pode ser causadora de acidentes ou interrupção da circulação nas vias rodoferroviárias, em especial junto de aglomerados populacionais.
  2. As principais observações que devem ser feitas, em especial em taludes de maior inclinação (onde mais abruptamente pode ocorrer a rotura) são as seguintes:
    1. Em taludes rochosos propícios ao desmoronamento ou arrastamento de blocos de rocha, deve observar-se o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, proteção de filtros, orifícios de alívio de pressão de água, entre outros) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (paredões de cimento, gabiões de proteção, redes de proteção, ou outros);
    2. Em aterros e taludes de terra, devem observar-se possíveis deformações ou deslocamentos (abertura de fendas que significam arrastamento de material), bem como assentamentos devido às variações do nível da água nos terrenos.
  3. A ocorrência de incêndios rurais pode reduzir o coberto vegetal, potenciando os movimentos de massa, causados por erosão intensificada e por alterações nas características das rochas face à exposição às temperaturas elevadas. Torna-se assim necessária, especial atenção a grandes blocos rochosos com sinais de exposição ao fogo e em posição instável.

Contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais:

A ocorrência de incêndios na proximidade de captações de água para potabilização, pode ocasionar a contaminação da água por inertes, em consequência da destruição do coberto vegetal. A infiltração de águas pluviais contaminadas torna, assim, recomendável a monitorização da qualidade da água, de modo a garantir um abastecimento às populações de acordo com os exigíveis parâmetros de qualidade e segurança.

Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte:

Os ventos fortes, contínuos ou em rajada, são fenómenos muito frequentes principalmente em períodos de transição meteorológica, que podem arrastar ou projetar com perigo para pessoas e danos para o património, estruturas ou árvores que não se encontrem devidamente fixadas. Recomenda-se a verificação de todas as estruturas que, pelas suas características (dimensão, forma, altura desde o solo, resistência), possam ser arrastadas ou arrancadas dos seus suportes. Nos casos em que tal seja impossível, deve garantir-se com facilidade a sua remoção / desmontagem antecipada, sempre que se verifiquem previsões de ventos fortes.

Em conclusão, o Serviço Municipal de Proteção Civil apela à atenção de todos os responsáveis para a observância das situações acima descritas, adotando e divulgando as medidas preventivas e de antecipação, com vista à mitigação dos riscos identificados, por forma a salvaguardar a proteção de pessoas, património, ambiente e animais.

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